Eu já conhecia, mas… – Análise Viabilidade de Projetos,

Nunca foi tão fácil acessar informação, hoje é possível saber quase tudo sobre quase tudo em poucas horas (devido ao tempo de leitura e não de busca).

Ainda que esta acessibilidade seja marcada muitas vezes pela "superficiabilidade”, as informações estão aí, ao menos as consequências, conclusões, e opiniões , falta ainda as causas, as memórias de cálculo, a história dos fatos, mas enfim…

Nesta série Eu já sabia, eu vou postar definições dse conceitos que com certeza todos já sabem, mas que com mais certeza ainda tem algo a complementar à superficialidade do conhecimento disponível na maioria dos casos…. conto com vocês.

Análise de viabilidade de projetos :

1)PAYBACK SIMPLES

O Payback Simples mede o tempo de retorno do investimento, ou seja, o tempo em que o lucro liquido acumulado se iguala ao valor do investimento. É uma técnica muito simples e não leva em consideração diversos fatores como a taxa de juros e nem a inflação. Além de não considerar o valor do dinheiro no tempo, o payback simples atua apenas sob um fluxo de caixa constante, que na prática é raro.

2)PAYBACK DESCONTADO

Semelhante ao Payback Simples, possui a diferença de considerar o valor do dinheiro no tempo. O método também possui a imprecisão de apenas considerar os fluxos de caixa que serão suficientes para a recuperação do investimento, não analisando o fluxo após esse ponto de corte.

É um dos métodos mais utilizados. Traz a valor presente todos os fluxos de caixa referentes a aplicações e retiradas do projeto (não há necessidade do fluxo ser constante). Também considera o risco do projeto através da taxa de desconto. Um VPL positivo indica um projeto com lucro. Um VPL negativo indica prejuízo. E um VPL igual a zero significa que o projeto se paga (sem lucro, mas também sem prejuízo). O resultado do VPL é o valor financeiro, ou seja, se positivo indica de quanto é o lucro e se negativo de quanto é o prejuízo.

4)TIR (Taxa Interna de Retorno)

A TIR é uma taxa que representa o valor do projeto. Enquanto o VPL utiliza os fluxos de caixa e uma taxa de juros para calcular o valor do dinheiro no tempo, a TIR apenas considera o fluxo de caixa puro (não considera nenhuma taxa no fluxo). A TIR é a própria taxa que indica o valor percentual daquele fluxo de caixa. Ao ser utilizada no projeto, a TIR iguala o VPL a zero. Por exemplo, um investidor está em dúvida se investe em determinado projeto. Ele possui uma aplicação que rende 20% ao ano. Para o investidor retirar a aplicação do ambiente atual, a TIR desse projeto deve ser no mínimo maior que 20% ao ano. Caso contrário não compensa.

Sendo assim, quando um projeto deve obrigatoriamente ser feito e o foco não é necessariamente o retorno financeiro, uma análise de viabilidade pode não fazer sentido e a preocupação do gerente do projeto ou do sponsor devem ser voltadas a outras áreas como escopo, tempo, qualidade, etc. Porém, quando tratamos um projeto como empreendimento, é necessário avaliarmos o retorno financeiro para verificarmos se vale a pena o investimento.

Concluindo, devemos ou não fazer análise de viabilidade de projetos? Infelizmente a resposta se resume à conhecida e curta resposta: depende. A necessidade ditará a regra.

Com certeza você já conhecia, mas o que será que só você sabe que vale a pena dizer sobre este tema ? Participe…

Um abraço,

Dalbi Arruda

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