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terça-feira, 29 de junho de 2010

Vem aí a “Hidrobrás”


Alguns veículos de imprensa, na sua grande maioria imprensa on line, publicaram nas últimas semanas notícias sobre um roubo de porporções internacionais e gigantescas , o Roubo de água na Amazônia.

Isto mesmo, acho que assim como eu, você não sabia disto, mas navio enormes, tipo grandes cargueiros de petróleo, atracam na foz do nosso grande rio e, aproveitando-se de uma regra aceita internacionalmente que autoriza navios a usarem água doce do seu destino para fazerem seu lastro,  abrem suas comportas secretas e levam prá casa 250 milhões de litros de água por viagem, diz se que o destino seria o Oriente Médio, Grécia, Países do Caribe, Ilha do Madeira.

A denúncia original é de um artigo, bem rico em detalhes diga-se de passagem, da Revista Consulex (se alguém conseguir a matéria original eu agradeceria, pois o site é de conteúdo fechado a assinantes). Desde então muitos comentários surgiram, de toda sorte e de toda ordem, reforçando o fato (clique aqui), ampliando a denúncia, fazendo correlação social e as vezes até política.

Se considerarmos que a água doce é um bem já escasso, não me assustaria que isto estivesse acontecendo, mas pelas pesquisas que fiz isto ainda estaria longe de ser um problema (em função do próprio volume que verte na foz do amazonas e da regra internacional dos “lastros” dos navios), em que pese ser obrigatório ser combatido com autoridade, soberania e imediatamente.

O ponto que eu gostaria de explorar é que com a gestão profissionalizada, cheia de metas agressivas, e performance invejável que nosso governo tem, preparem-se porque vem aí a Hidrobrás, a nossa estatal da água. Garantidora da soberania nacional, e dos companheiros que eventualmente não consigam bom cargos nas eleições 2010.

Mas ainda assim,no centro da discussão da nossa Hidrobrás, não está a “piada” acima, mas o que talvez seja a grande, senão única, diferença entre PT e PSDB, a forma como vêem o governo:

  • Para o PSDB o governo não é um fim, e sim um meio de fazer “as coisas”, apóia-se em coisas complexas como gestão de metas, análises de retorno de investimentos, portfólio de projetos, etc. Gosta da discussão ampla, gosta da legitimidade por aclamação.
  • Já para o PT o governo é um fim é não um meio, apóia-se em coisas simples, como feeling, vontade do governante, interesses de companheiros próximos, e acredita que fazendo o bem, não interessando a quem, estaremos melhorando para todos, sempre. Não gosta de ter que discutir as coisas, e se legitima pela fala e pela coação.

É complicado, e acho que a classe “intelectual” as vésperas de ser derrotada nas eleições e sem entender porque, deveria gastar mais tempo com esta reflexão, pois ela é muito mais ampla do que o Nordeste vota nela e o Sul nele.

Abraços,

Dalbi Arruda

2 comentários:

João Dias disse...

Concordo com você em relação às diferenças. Aqui em MG a proposta do Governo Aécio Neves foi pautada em uma gestão profissional, com metas (e diga-se de passagem: alcançadas!) e inserção de pessoas com grande conhecimento técnico em áreas essenciais. O que ocorre é que o PT iniciou o seu famoso "Projeto de Poder" e vem conseguindo se sustentar no velho populismo, tão conhecido dos brasileiros. Eu não estranharia a criação da HIDROBRÁS e vou um pouco além: pode ser que eles consigam um "Adiantamento de Recebíveis" tal como fizeram no Pré-Sal.
Abraço,

Anônimo disse...

É João, no centro eu vejo mesmo isto, ou seja, fazer o bem sempre, mas num caso o governos é meio e no outro é fim.
Abraços,
Dalbi