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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Karta para Kaká

Por : Daniel Piza
Reuters
Reproduzo aqui, uma carta que com certeza não chegou ao seu destinatário e, quem sabe tivesse chegado, a Copa teria agora outra composição de chave na semi-final, ou não. Sutilmente, chama pela diferença que faz a diferença, aquela centelha que diferencia os meninos dos homens, os coadjuvantes dos protagonistas.



Karo Kaká,
Konsidero você o melhor jogador brasileiro de sua geração. Sempre apostei nisso, desde que você usava o nome Cacá e chegou a ser vaiado por alguns torcedores do São Paulo, que o diziam “pipoqueiro”. Um pipoqueiro não faz o que você fez na final da Champions League de 2007, enfrentando sozinho dois markadores com velocidade, téknica e solidez. A maioria dizia que o kraque pós-Ronaldos seria Robinho, o tal Robson “Arantes do Nascimento”, que há alguns anos foi para a Europa akreditando que se tornaria o número 1 do mundo. Mas, dos atuais jogadores da seleção brasileira, só você foi número 1 do mundo, konduzindo o Milan komo se fosse o mais experiente de todos.
Você também não kometeu o desatino de ser apenas jogador de klube, desses que amarelam kom a amarelinha. Já fez bastante pela seleção. Em 2006, é verdade, komeçou bem e depois dekaiu, mas estava kom dores e não kabia a você o papel de protagonista. Ainda. Agora, Kaká, kabe. Na maneira komo o time de Dunga joga, valorizando os kontra-ataques, você tem sido fundamental. Komo os volantes não têm habilidade para armar, a ligação kom o ataque depende especialmente de suas arrankadas e passes. Então não é por akaso que você é no momento um dos jogadores no topo da lista de assistências, pois três gols vieram de seus toques.
Mas, konvenhamos, você, eu, o Brasil e o mundo sabemos que você pode e deve mais. Sei que tem tido problemas físicos, desde a pubalgia, e ainda passa por fase de adaptação ao modo Real Madrid de ser. Sei também, porém, que já superou koisas muito mais difíceis. Quem o vê em kampo, kom esse porte, não imagina que teve problemas de krescimento e quase ficou paralítico. Também é difícil entender que se sinta perseguido por sua opção religiosa, assunto que podemos debater em outro momento. Se me permite um konselho, o que mais precisa agora é de koncentração. Esta é sua hora, Kaká; a História, com maiúscula, está chamando você. Sob as vuvuzelas, preste atenção. Eskutou? Ótimo, porque ela não chama qualquer um e só chama uma vez (Pelé não vale, klaro).
O que ela está dizendo é para você não ser apenas o aluno CDF da eskolinha moral do professor Dunga e seu auxiliar Jorginho. Acho até interessante que você esteja meio irritado, brigando kom adversários, tomando kartões amarelos. Significa que não está satisfeito. Mas não seja ingênuo demais e não fique repetindo essa deklaração de que seu papel é ser garçom, servir aos outros, porque pode akabar akreditando nisso. Seu papel é ser chef; é preparar e é também dar o toque final. Busque as redes, tente resolver situações também nos espaços kurtos, chute e drible mais. Hoje, kontra a Holanda, aproveite as sobras do meio-kampo e as transforme em pratos principais. E komece a chamar esta Copa de sua Kopa.

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