O Etanol de segunda geração

Trata-se de um exemplo de como investir estrategicamente vindo diretamente da Dinamarca. É um investimento, que resultou em uma tecnologia, que pode fazer dos dinamarqueses protagonistas na segunda geração de combustíveis verdes. Se adicionarmos que este protagonismo virá  sem que eles nunca precisem ver uma queimada de cana, isto faz deles muito melhores posicionados do que parece originalmente. É isto aí, enquanto nós temos as terras férteis e o sol, eles tem as patentes das enzimas que transformarão isto em energia, será mesmo possível isto ?!?!

O texto abaixo é do blog da Exame, por Ana Luiza Herzog.

A dinamarquesa Novozymes, que produz enzimas industriais, informou hoje que fechou um acordo com a brasileira Dedini para desenvolver o etanol de segunda geração, ou celulósico. Diferentemente do etanol que usamos hoje como combustível, e que é obtido do caldo da cana de açúcar, o celulósico é obtido da palha da cana ou de outras partes não comestíveis de uma série de outros produtos agrícolas. A idéia é boa, mas há um porém. Fizemos aqui na Exame, em março deste ano, uma reportagem sobre como os Estados Unidos, o maior entusiasta da tecnologia, está penando para que ela ganhe escala e viabilidade econômica. Na mesma reportagem, mencionávamos os esforços da Dedini, líder global na produção de equipamentos para o setor de açúcar e de etanol, na mesma direção. Pois bem, vamos ver se com a parceria com a Novozymes, a coisa anda.  Considerando a demanda por etanol no Brasil e o volume de bagaço disponível, há uma oportunidade considerável para um crescimento maior neste mercado”, disse o diretor-executivo da Novozymes, Steen Riisgaard, em um comunicado oficial. Lembrando que empresa dinamarquesa lançou comercialmente a primeira enzima para a produção de combustíveis de segunda geração em fevereiro deste ano.

Lembrando que, desde dezembro do ano passado, a Novozymes tem uma parceria de pesquisa com outra importante empresa brasileira, a petroquímica Braskem. Nesse caso, porém, as enzimas industriais seriam usadas no desenvolvimento de um polipropileno feito de cana de açúcar, o chamado “plástico verde”.

Veja o original aqui.

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