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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O Líder não precisa motivar…

LiderançaMe deparei com esta abordagem, trouxe para cá porque esta me ensinou que um líder que precisa motivar sua equipe está na verdade tratando o sintoma e não a causa. Explica que um líder deve de fato não desmotivar sua equipe e, desta forma não precisará motivá-los. Precisa “apenas” contratar pessoas motivadas e não atrapalhá-las…. Interessantíssima  a visão ! (pelo menos eu achei… )

E você ? O que acha desta visão ? Abaixo uma entrevista, que foi a origem deste post e a fonte deste pensamento..,

Susan Cramm é fundadora e presidente da Valuedance. Ela escreve na Harvard Business Review e já foi CIO e CFO da rede de restaurantes Chevy’s e do Taco Bell. Susan é especialista em liderança em TI, sendo pioneira na área através de pesquisas e muitos anos de experiência em posições executivas.

1- Qual a diferença entre um líder e um gerente?

A definição clássica é que gerentes fazem as coisas da maneira certa, e os líderes fazem as coisas certas.

Indo de acordo com essa definição, é consistente dizer que líderes são os mais importantes agentes de mudança e inovação. Líderes iniciam a mudança e gerentes respondem à mudança.

2- Como as novas tecnologias podem ajudar líderes a superar expectativas?

Nós estamos vivendo em tempos maravilhosos. Partindo de uma perspectiva tanto pessoal quanto organizacional, tecnologias estão prontas e esperando para mudar as bases de competição, os modos de operação de negócios, e onde, como e quando nós exercemos nossas funções. A próxima onda de negócios baseados em tecnologia terá seu impacto provindo do poder de conectar rapidamente empresas, processos, pessoas, computadores e equipamentos físicos para colaborarem de novas maneiras.

Pensando apenas no impacto de equipamentos pessoas poderosos, sensores de baixo custo, redes onipresentes de alta capacidade, grandes quantidades de informação, e serviços tecnológicos de operação conjunta – tudo conectado à internet – criam infinitas possibilidades cujo potencial é acionado pela habilidade das pessoas e organizações em inovar e mudar.

3- Qual é o maior desafio que um líder pode encarar com uma equipe remota?

O maior desafio é criar relações de comprometimento ao invés de relações de conveniência.

É mais difícil construir empatia, confiança,  respeito mútuto – as fundações de qualquer relacionamento – estando longe. Não estando perto, não satisfazendo as minhas necessidades, é fácil julgar e simplesmente largar – mental e fisicamente. Quando um problema surge do outro lado do corredor, é mais difícil evitar e ignorar e é mais fácil ser empático, dar aos outros o benefício da dúvida, e oferecer uma mão.

4- Qual é o fator motivacional mais poderoso para equipes de alta performance?

Confiança.

Motivar as pessoas não é o trabalho de um líder, seu trabalho é contratar pessoas motivadas e não desmotivá-las. As pessoas querem ser desafiadas, respeitadas e conectadas. Demonstrar que você confia em alguém o suficiente para delegar uma tarefa importante, a liberdade para escolher como fazer isso, e o suporte necessário para serem bem sucedidas vão nutrir sua motivação inerente.

5- Qual é a sua dica para empreendedores que querem transformar suas startups em agentes para melhorar o mundo?

Lidere com relacionamentos e valores, não com tecnologia. Se eles gostam de trabalhar com você e você acredita estar ajudando a entregar valor ao negócio – mesmo que em pequenas quantidades – eles provavelmente vão ficar com você nos momentos ruins, até que os bons momentos cheguem.

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Além desta entrevista, se tiver tempo, vale também um outro artigo mais ou menos sobre o mesmo tema, veja aqui.

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