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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Filosofia financeira sobre o final do ano !

MoedasO texto é de um grande amigo meu, traz uma discussão antiga, que deve existir desde que criaram o 13o salário, mas o faz com uma leveza e clareza que poucos conseguem atingir ao elaborar um texto. O texto mescla todas as sensações que dominam o consciente coletivo nesta época, muito bom mesmo.
De todos os bem colocados pontos, eu gostei muito da definição de juros : “os juros pagos refletem o preço da ansiedade”. Bem verdadeira esta definição, pois pessoas menos ansiosas, fazem as coisas com mais calma, com mais  planejamento. E pessoas que planejam mais, pagam menos juros. Espero que gostem !

O final do ano se aproxima época de gastar ou poupar?

Veja as reflexões e oportunidades.

Mais um ano está se findando, e, nesta época é comum as pessoas traçarem planos para as compras e festas de final de ano, para as viagens de férias e claro, para os presentes de natal.

Nesta mesma ocasião nada mais natural do que as pessoas ficarem mais sensibilizadas e emotivas em função das comemorações natalinas, do réveillon, e ainda pelo privilégio de ter chegado a mais um final de ano, porém, é sabido que emoção e razão travam uma dura batalha quando o tema em questão é o dinheiro, e, é exatamente sobre este tema que gostaríamos de refletir.

Uma onda: por analogia poderíamos comparar esta ocasião como uma onda do mar, que nos preparamos para recebê-la, somos banhados por ela, e, ao final, depois que ela passa, é interessante, saudável e acima de tudo prudente, “ter e conseguir manter os pés no chão” permitindo que o corpo se mantenha equilibrado.

Calendário: já dizia o velho ditado que “nada melhor que um dia atrás do outro com uma noite no meio”, mas o tempo é implacável e não para, assim, logo na sequência da onda, temos o inicio de um novo ano com toda carga tributária (IPVA, IPTU), matrículas escolares e em muitos casos, o acumulo dos pagamentos das compras e gastos realizados no final do ano, cujas parcelas começam a vencer, e, neste momento nada melhor que estar bem preparado financeiramente para honrar com todos esses compromissos, sem perder o equilíbrio.

Planejamento, embora tenhamos abordado este ponto na reflexão anterior, não tem como deixá-lo de lado, porque mais uma vez ele será necessário desde já. Como assim?

Eleja e liste tudo o que deseja fazer nesta época, mês a mês, ordene por prioridade e por final, valorize cada item de sua lista, acrescente então os compromissos já assumidos, as despesas de inicio de ano, já citadas acima (impostos, escola, etc). Pronto, temos então uma previsão do que nos espera ao passar da onda, que não pode ser maior que o dinheiro disponível, e, isto inclui os salários, 13º salário, férias e até mesmo aquela caderneta de poupança.

Alicerce, novamente utilizando o recurso da analogia, poderíamos então dizer que o início de um novo ano é o início de uma construção, e desta forma, neste momento estamos trabalhando no alicerce desta obra, que precisa ser bem planejado e muito bem executado para não colocar em risco e nem mesmo ameaçar a obra como um todo, ou seja, começar bem, pra terminar melhor ainda.

Reflexão final:

Aqui vão algumas dicas, com a entrada de um dinheiro extra como 13º salário e até mesmo as férias, a prioridade nº 1 deve ser quitar as contas pendentes, o cheque especial, aquele dinheiro tomado emprestado, etc,. A prioridade nº 2 deve ser formar uma reserva para os compromissos já conhecidos que chegam logo no início do ano, de tal forma que seu orçamento não fique comprometido, cumpridas essas duas principais etapas, temos então nossa liberdade e equilíbrio para investir nos nossos sonhos, planos, viagens, presentes e qualquer outro item da lista que seja necessário ou mesmo almejado.

Finalizando retornamos ao título deste artigo, propondo uma reflexão. Tudo na vida é questão de equilíbrio, e estamos precisamente falando da tentativa de ponderar e dosar emoção e razão, tarefa esta muito difícil, porque envolve julgamento próprio e subjetividade afinal de contas existe uma grande diferença entre o valor monetário e o valor sentimental, pois o primeiro é clara e facilmente quantificado, já o segundo depende da forma com que cada pessoa o mensura e da necessidade e prioridade que cada um estabelece.

Lembre-se “os juros pagos refletem o preço da ansiedade”, mas assim como as crianças gostam ganhar um pirulito, os adultos também necessitam de suas compensações, e como tudo na vida é questão de equilíbrio fica aqui a tarefa de desempenhar este exercício.

O artigo é do amigo Júlio Ponte, contabilista e executivo na área de controladoria em agronegócio.

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