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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Conflagrado & deflagrado

Está no ar uma sensação de alívio, finalmente podemos voltar a ver polícia que nem polícia e bandido que nem bandido, afinal de contas polícia é polícia e bandido é bandido.

Alguém em algum momento da história, definiu que nada poderia ser feito contra o tráfico de drogas, e que também por isto a polícia se bandeara para o lado dos bandidos. E alguém na semana passada definiu que isto não era mais verdade. E por isto, de repente, não mais que de repente, a polícia cansou de ser bandida. E o fez logo após as eleições, que divulgaram obras e muita socialização nestes territórios antes conflagrados. Ficou claro que nem mesmo a população acreditava que algo melhor pudesse ser feito, pois esta chancelou estes esforços sociais nas urnas. Mas, de repente, tudo mudou, o morro foi limpo, e o sol começou a chegar com mais força. Levaram duas horas para “tomar” territórios antes inacessíveis, e o fizeram com pompa e circunstância, com direito a todos os jogos de cena e trejeitos que tanto aprendemos a admirar na SWAT americana, representada em seriados de TV. Foi fácil, fácil demais. A pergunta que fica é , por que não fizeram antes se era assim tão fácil ? Simples, porque não era assim tão fácil. Foi uma hostilidade negociada o que vimos, não vimos o combate, este foi evitado, negociado.

Os mais de 500 bandidos fugiram por rotas de fuga construídas com verba do PAC. O clima é de Copa do Mundo, a TV se delicia com esta conquista épica, mas a verdade não é esta que estamos vendo, crime organizado é organizado, bandido gosta de conforto, como a TV mostrou, mas também de confronto e de briga como bem sabemos. Tem alguma coisa faltando neste filme, quem sabe o Padilha pode explicar, vazando o roteiro e as cenas finais do Tropa de Elite 3 na internet…

Entre locais conflagrados e atos deflagrados estou com uma sensação de que o pior ainda está por vir, espero muito estar errado, mas que “tá estranho, isto tá”

 

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