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terça-feira, 29 de março de 2011

O “C-Level” social.

A expressão “C-Level” está na moda e é usada para identificar os executivos de uma estrutura/empresa, como lá fora, em inglês,eles chamam o principal executivos como “Chiefs” - CEO, CIO, CFO, COO, e outros “C´s” mais, convencionou-se que C-Level eram então este nível de executivo, os Chefes.

Aqui no Brasil um outro “C” vem se destacando, O C de Classe C, que vem promovendo verdadeiras explosões de consumos nos mais variados segmentos.

De carros a papel higiênico, todas as categorias de produtos sentem os efeitos da ascensão desta classe (veja exemplo - http://bit.ly/h73KRO). Busquei entender a razão deste enorme foco nesta classe ascendente, e achei uma razão que para mim é a principal, vamos a ela…

Fatos :

  • A economia brasileira cresce e prospera, a despeito de todos os nossos problemas de infra-estrutura e de falta de estratégia de estado para quase tudo;
  • Com este crescimento, a renda média do brasileiro sobe em todas as camadas, regiões e especializações;
  • A quantidade de gente empregada aumenta a cada quando, pois indústrias altamente demandadoras de mão de obra estão incluídas neste amplo crescimento.

Ou seja, diante deste cenário, porque então o fenônemo é sempre destacado para as classes mais baixas ascendentes da população ? Explico :

  • Um cidadão típico de classe média, já tem seu "portfolio de consumo” todo ocupado, quero dizer, ele já se veste bem, se alimenta bem, usa serviços em quase tudo que precisa, viaja nas férias, presenteia seus familiares, tem seus filhos em escolas particulares, e por aí vai. Com um aumento em sua renda, ele com certeza trocará alguns destes hábitos, mas certamente também não será capaz de almoçar duas vezes ao dia, ou colocar os filhos para estudarem em duas escolas, ou ainda sair de férias várias vezes ao ano, ou seja, produz um relevante, mas não explosivo crescimento de consumo.
  • Já o cidadão das classes mais baixas, quando tem sua renda aumentada, via redes assitenciais, melhores empregos ou mesmo empregos de outros entes da família, reverte quase na totalidade este aumento de ganho para o consumo, satisfazendo demandas reprimidas por longos anos, as vezes por uma vida.

Por isto são eles os responsáveis pelos belos indicadores de consumo que o milgare do crescimento tem produzido ultimamente. Sem a pretensão de ser guru do tema, depois que eu entendi isto, ficou muito simples de compreender os movimentos gerados a partir deste fenômeno.

Da mesma forma, as empresas produtoras de bens e serviços de consumo já entenderam, e vão ter que se esforçar para fazer de seus produtos os escolhidos por esta legião de novos consumidores.

Este mesmo fenônemo ocorre em todos os países em desenvolvimento (BRIC)  é o grande responsável pelas pressões de demanda sobre alimentos, energia, água e tudo mais que consumimos para viver, mas isto é assunto para outro post…

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