Pesquisar neste blog

quarta-feira, 30 de março de 2011

O que é mídia no século 21 ?

Não podemos negar que a busca pela resposta para esta pergunta está no inconsciente coletivo e que, quem a descobrir galgará degraus e assumirá status de celebridade e notório especialista no tema.

Semana passada assisti um debate entre presidentes de grandes companhias nacionais e multi-nacionais, e um dos temas postos a baila era : Até que ponto as empresas deveriam estar nas mídias e redes sociais, e até que ponto deveriam permitir que os colaboradores interagissem nelas durante o horário de trabalho. Sem, pelo menos para mim, muita surpresa,  as respostas variaram de “é óbvio que sim, temos que estar nestas novas mídias”, até “funcionários que acessem redes sociais no horário de trabalho estão no ´ócio´ e não no ´negócio´.”

Eis que o fenômeno Rebeca, que já é excelente matéria prima para análise de assunto por si só, serviu para o Alexandre Matias produzir o texto abaixo, que se ainda não esclarece de vez, dá mais uns passinhos neste sentido.

Veja na íntegra o posto do Alexandre Matias abaixo :

Fun, fun, fun, fun…

Fonte : Blog Alexandre Matias – Estadão

  “Friday” e o futuro do pop

Você já ouviu “Friday”, hit sem graça da adolescente Rebecca Black? Se não, prepare-se para ouvir. Em pouco mais de duas semanas, a norte-americana de 13 anos transformou um clipe idiota para uma música ainda mais estúpida em um dos grandes fenômenos da história do YouTube. Às vésperas de completar 50 milhões de views até o fechamento desta coluna, na sexta-feira, o vídeo de Rebecca conseguiu, em poucos dias, o dobro do que Lady Gaga teve com seu vídeo mais recente, “Born This Way”, lançado há mais de um mês.

Mas quem é ela e por que uma menina tão sem graça, num clipe tão besta, cantando uma música tão boba é motivo de tanto barulho? Vale rebobinar a fita (que termo arcaico!) para entender o que está acontecendo.

O clipe foi lançado pelo escritório Ark Music Factory que, em vez de tentar convencer marcas a usar a internet para que elas se tornem conhecidas, deixou empresas de lado e voltou-se para as pessoas. Mais especificamente pais que acham que seu filho tem talento para se tornar o próximo Justin Bieber.

Pois os pais de Rebecca acharam que a filha tem talento (não tem), funciona em vídeo (não funciona) e é bonita (não é) o suficiente para justificar o investimento. O clipe foi lançado no fim de fevereiro, mas só no dia 11 de março se tornou viral. Primeiro pelo próprio ridículo do clipe (seu vídeo já é o décimo mais comentado na história do YouTube). Depois, com a insistente repetição online, virou motivo de piada: remixes, mashups, colagens e recombinações de toda ordem fizeram a menina se tornar o sucesso que é – dando entrevistas e até fazendo shows! O nível de insanidade é tal que ela não saiu dos trending topics do Twitter desde que entrou pela primeira vez.

Mas o que isso quer dizer? Que a internet aceita qualquer coisa? Que a cultura do século 21 é o sonho do pós-modernista mais ferrenho, em que o conteúdo pouco importa e sim a forma como ela se espalha? Que, tanto faz marca, modismo ou arte, o público só quer consumir e pronto? Aguardem cenas do próximo capítulo: essa história está longe de terminar… Até lá, decore o refrão: “Fun, fun, fun, fun…”

Veja abaixo o tal clipe…

Nenhum comentário: