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terça-feira, 26 de abril de 2011

Obesidade – Além da questão da saúde pública…

Não se fala, mas já se sabe que a obesidade e os problemas correlacionados a ela são mais graves até que o fumo para a saúde pública.

É instintivo e cultural o ato de comer, jamais conseguiremos ir a uma mesa onde alguém está comendo muito, e pedir para que pare de comer, como fazemos caso alguém acenda um cigarro em um ambiente fechado.

Desde pequenos nos acostumamos que gordura é saúde, e que comer é uma obrigação, e que quanto mais, melhor. Esta verdade esteve presente na infância dos anos 70 e 80, trazida por pais e avós que viveram outra realidade em suas infâncias, com muito mais restrições. Por isto é tão difícil ser contra quem se “alimenta bem”, ou contra uma criança gordinha. A ciência não cansa mais de publicar pesquisas e mais pesquisas sobre o tema, mas mesmo assim ainda não nos demos conta do que isto quer dizer.

A escassez de alimentos, espaço, o alto custo dos serviços médicos, dos remédios, tudo isto vai se juntar e mais cedo ou mais tarde, isto vai se tornar um problema de estado, de sociedade. Cada caloria que uma pessoa consumir a mais do que ela precisa para suprir suas necessidades, vai ser encarada como uma caloria retirada do metabolismo de alguém que precisa.

Será que a fome do mundo deixaria de existir se não houvessem obesos, e toda comida que eles não comessem fosse redistribuída ? Será que não haveria problemas no sistema de saúde se todas as vagas ocupadas pelos problemas de má alimentação e obesidade não fossem mais necessárias ?

Não sei responder, mas tenho certeza que antes do que pensamos a discussão vai começar a ir por este caminho, trazendo junto claro outro bons assuntos.

Este texto, baseia-se na leitura de uma boa matéria sobre o tema que saiu no NY Times, veja clicando aqui.

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