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terça-feira, 31 de maio de 2011

Bons empregos jogados fora

O texto é do Gilberto Dimenstein, que muita gente conhece da Rádio CBN. Tem um certo ‘quê’ de alerta contra a ‘falsa prosperidade’…

Espero que gostem.

Por : Gilberto Dimenstein

Uma empresa especializada em recursos humanos colocou na internet um banco de empregos apenas para vagas abertas em tecnologia da informação na região metropolitana de São Paulo. Veja que são apenas numa região e concentradas numa atividade. São páginas e mais páginas de ofertas numa procura, muitas vezes em vão, de mão-de-obra qualificada (o detalhamento está no www.catracalivre.com.br).

O Ministério do Trabalho está divulgando, em tom de festa, um recorde de empregos formais no Brasil. Mas há um lado tenebroso: a situação poderia ser muito melhor (mas muito melhor mesmo) se houvesse melhor educação pública e maior qualificação da mão-de-obra, com a ampliação de cursos técnicos.

É um monumental desperdício --aliás, na terra de desperdícios como o Brasil, este está no topo da lista. Desperdício porque os trabalhadores deixam de ter melhores salários e, ao mesmo tempo, as empresas deixam de ampliar ou melhorar seus negócios, que podem significam mais renda e mais impostos.

Felizmente, pelo menos os governantes já perceberam esse absurdo e os cursos técnicos entraram na agenda do país. Mas numa velocidade muito, mas muito inferior, do que seria necessário.

Gilberto Dimenstein, 53 anos, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha.com às segundas-feiras.

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