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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Quem tem medo da bolha imobiliária ?

No Estadão do dia 2 de maio, no Caderno de negócios, saiu um artigo ‘esclarecedor’ sobre o tema ‘Bolha Imobiliária’. O artigo foi assinado por Mordejai Goldenberg. Em linhas gerais o artigo diz que o momento do mercado imobiliário brasileiro não é de uma bolha, mas sim uma definição de ‘novo patamar’ de consumo e consequentemente preço. Para evitar ‘desinformção’ pedi ao Tomás Manzano que comentasse o artigo , comentários que seguem abaixo. (Qualquer hora destas ele vai reivindicar o Blog para ele… Alegre).

Por Tomá Manzano :

Também não acredito que haja uma bolha no setor imobiliário mas parece-me um pouco otimistas de mais as perspectivas apontadas no texto de Mordejai Goldenberg, vice presidente executivo para América do Sul da Cushman & Wakefield.

De fato, vivemos um realinhamento real de preços (para cima), mas daqui para frente o mais provável é que tenhamos um mercado com preços crescendo em torno da inflação, com flutuações sazonais nos segmentos de classe média e baixa. Na Classe alta, já não se houve falar em aumentos de preço no momento, devendo ter correções abaixo de inflação ou estável.

Com taxas de 6,5% ou menos, não haverá poder de compra suficiente para sustentar os saltos de preço observados nos últimos dois anos e naturalmente a diminuição da procura inibirá novas altas.

Entretanto, se a inflação disparar no país, o cenário é outro.

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Claro, que como bom mediador, busquei um contra-ponto ao debate . Trouxe o artigo de Luciano Luiz Manarin D´Agostini, que destaca o risco de estarmos no meio de uma bolha conforme trecho destaca abaixo. (que você lê na íntegra aqui)

O aumento dos preços no mercado imobiliário brasileiro descreve uma situação que é um verdadeiro plágio daquela que ocorreu não apenas nos EUA, mas também na Espanha, na Irlanda e em Portugal. É fato que os grandes bancos brasileiros deixam claro que estão com apetite para buscar a máxima concessão de crédito possível no setor imobiliário nacional.

 

Para ver o artigo de Mordejai Goldenberg no Estadão na íntegra clique aqui.

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