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terça-feira, 19 de julho de 2011

Do PC ao WC

Bill e Melinda Gates, através de sua fundação querem revolucionar o mundo da higiene. Eu postei no passado aqui no Blog (O que devemos aprender com a Coca Cola, by Melinda Gates), um vídeo onde Melinda Gates nos ensinava que tínhamos que fazer as pessoas terem a necessidade da higiene, para só então fazermos com que ela fosse mais higiênica, era uma espécie de adequação do marketing e da logística da higiene, para fazê-la mais entendível e necessária às populações mais carentes. E que só depois disto, é que seria possível buscar melhor infra-estrutura e melhores indicadores de qualidade de vida para estas comunidades.

Quem achou que era um grande discurso vazio, pode ao menos dar uma chance a eles, pois eles seguem buscando o caminho, com tecnologia, olhando para o simples…

Depois dos PCs, Bill Gates se propõe a reinventar os WCs

DA FRANCE PRESSE

Anos depois de reinventar os computadores e criar os PCs, o magnata da Microsoft Bill Gates voltou sua atenção para os vasos sanitários.

A Fundação de Bill e Melinda Gates está investindo milhões de dólares em subsídios para que desenvolvedores reinventem o vaso sanitário, afirmou o diretor dos programas de água, higiene e sanitarismo da Gates Foundation, Frank Rijsberman, à agência de notícias AFP.

O objetivo é melhorar a saúde nos países em desenvolvimento dando um lugar higiênico e seguro às 2,6 bilhões de pessoas que não têm acesso a banheiros, ou têm que dividir um, disse Rijsberman em um discurso na conferência pan-africana de sanitarismo realizada na capital da Ruanda, Kigali.

No entanto, a Fundação Gates quer mudar a ideia de banheiro conhecida no Ocidente --a descarga que consome vários litros de água desperdiçados no sistema de esgoto-- porque não é uma solução viável nos países pobres.

"Nós precisamos reinventar o vaso sanitário. Precisamos desenvolver uma nova tecnologia que não desperdice água potável, que não jogue em encanamentos caros que desperdiçam muito dinheiro em estações de tratamento para tirar o cocô da água", disse Rijsberman.

Para estimular a reinvenção do WC, a Fundação Gates, na AfricaSan Conference em Kigali, anunciou US$ 42 milhões em subsídios para inovações em captura e armazenamento de dejetos, e para desenvolver maneiras de processar, como Rijsberman chama, o "cocô" em energia e fertilizantes.

"Nós precisamos aprender a não pensar no cocô como restos inúteis, mas em uma matéria prima que podemos reciclar ao custo de poucos centavos por dia", declarou.

A Fundação Gates espera que os investimentos em inovações sanitárias resulte em vários protótipos dentro de um ano, e que em três anos uma nova marca de vasos sanitários esteja disponível nos mercados dos países em desenvolvimentos, segundo Rijsberman.

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