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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

100 anos a 10, ou 10 anos a 100…

Tin-tin, Doutor!

Por LUIZ GUILHERME PIVA*

Há epitáfios precipitados na praça. Pior: moralistas, hipócritas, medíocres.

Em geral, um viciado ou dependente sofre de algo patológico.

Mas o que cuida obsessivamente da saúde, também.

As diferenças.

O primeiro não acredita que possa haver potes de ouro no fim do arco-íris, que exista arco-íris, que haverá final digno, e crê que o que se faz hoje ou já se fez até hoje vale a pena.

O segundo acha que se deve abrir mão de tudo ou se resignar a não querer nada em nome de algo adiante, talvez uma morte digna.

O primeiro oferece o risco, para si e os demais, de ter pouco tempo para tudo o que quer e é capaz de fazer.

O segundo, de tornar-se capaz de qualquer cálculo e atitude em nome do máximo ganho pessoal.

O primeiro oferece a virtude de fazer o melhor no menor tempo.

O segundo, o de não ameaçar ninguém.

Imagine que alguém fez medicina, foi capitão da seleção em duas Copas, foi e é ídolo da impressionante nação corintiana, revolucionou a gestão de um clube de futebol, atuou politicamente, gravou discos, escreve em revistas e jornais, foi técnico, é comentarista, tem seis filhos, esposa e ex-mulheres e carrega a glória suprema de ter o melhor passe de calcanhar da história do futebol.

Isso tudo, até agora, em um período menor do que 30 anos.

E você?
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*Luiz Guilherme Piva é palmeirense desde sempre e abstêmio há 10 anos.

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