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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Esteja preparado, sua hora vai chegar…

Este assunto é daqueles que nos causa ansiedade. Todo mundo sabe que um dia vai parar de trabalhar, ou porque assim o quer, ou porque alguém, alguma coisa ou fato, assim decidirá por nós. Todo mundo sabe que temos que estar preparados para neste dia ver nossos rendimentos caírem, mas quase ninguém pensa de verdade em como será, acho até que muitos acreditam que ‘darão um jeito’ e que este problema será contornado de alguma forma. Infelizmente, salvo fatos isolados e exceções, esta hora vai chegar e a realidade dura chegará junto… Vale a pena ler o texto abaixo, e muito mais do que ‘ficar louco’ com o problema, refletir mais sobre o tema…

Será que terei renda suficiente para bancar a aposentadoria?

Por : MARCIA DESSEN - No meio financeiro é famosa a história de Jorge Guinle. Herdeiro de uma fortuna, Jorginho, como era chamado na roda social do Rio de Janeiro, gabava-se de nunca ter tido de trabalhar.
Segundo a história contada, ele estimou que viveria 80 anos e calculou como e quanto poderia gastar para viver bem -muito bem- durante a vida toda.
Acontece que Jorginho viveu mais do que imaginava. Morreu aos 88 anos, e seu dinheiro acabou antes.
Nos últimos anos de vida, diz a lenda, morou "de favor" no Copacabana Palace, fundado por seu tio.

Nada mau morar "de favor" no Copacabana Palace, não é mesmo? Mas como a maioria de nós não vai herdar fortuna nem ganhar sozinho na loteria, temos de assegurar, durante nossa vida ativa, que teremos um fluxo de renda certo e contínuo, a partir de determinada data, proveniente de outra fonte que não o nosso trabalho.
E que esse fluxo de renda dure enquanto vivermos. E ainda, que ampare nossos entes queridos até que eles possam gerar sua própria renda.

PLANEJAR
Para planejar corretamente nossa aposentadoria, é preciso responder diversas perguntas e fazer algumas projeções.
Qualquer erro ou exagero em algumas projeções pode comprometer nossos planos e talvez descubramos isso tarde demais. Por isso, todo cuidado é pouco na hora desse planejamento.


1. Idade atual e idade de aposentadoria: a partir dessas duas datas será possível calcular o período de acumulação dos recursos.
Quanto maior o período, menor será o esforço de poupança. Esse é o período durante o qual acumulamos dinheiro para utilização no futuro. Vamos chamá-lo de "período de acumulação".


2. Reserva financeira já existente e valor mensal disponível para esse objetivo específico: essa informação nos permite estimar o capital que será acumulado durante a vida ativa.
Quanto maior o valor disponível, menor será o período de acumulação. Se o valor disponível for escasso, nosso futuro financeiro está mais distante.


3. Renda mensal futura desejada: outra forma de planejar nossa aposentadoria é estabelecer o valor da renda futura desejada.
Exemplos:
R$ 5.000 mensais, período de acumulação de 20 anos e taxa de juros durante esse período de 4% ao ano.
Assim, poderemos estimar quanto devemos poupar mensalmente para atingir o capital necessário que, a partir de determinada data, proporcionará a renda desejada.


4. Taxa de juros durante o período de acumulação: sejamos muito conservadores nessa projeção. Estimar uma taxa de juros elevada pode nos induzir a acreditar em um futuro que não vai acontecer.
Hoje, a taxa de juros nominal da economia brasileira é de 12% ao ano, mas como esse projeto é de longuíssimo prazo, é mais razoável supor juros na faixa de 6% ao ano.
Fique atento e não deixe de levar em conta que a taxa de juros projetada deve ser:
a) Real, ou seja, a taxa recebida acima da inflação. Dada uma taxa nominal de 6% ao ano e inflação de 3% ao ano, a taxa real de juros é de 3% ao ano.
É fundamental não esquecer do efeito da inflação. Se hoje você imagina que consegue viver com renda mensal de R$ 5.000 é porque sabe quanto consegue comprar com esse dinheiro. Qual será o poder de compra dos mesmos R$ 5.000 daqui a 10 ou 20 anos? Certamente menos do que compramos hoje, por menor que seja a inflação futura. Fique ligado!
b) Líquida, ou seja, descontada as taxas de carregamento e de administração financeira, corretagens etc. que incidem sobre o capital durante a fase de acumulação e o Imposto de Renda que incidirá sobre o resgate ou sobre a renda futura contratada, conforme o produto de investimento/acumulação que for comprado.

5. Monitoramento do plano: precisamos verificar periodicamente se as premissas adotadas continuam válidas, se a rentabilidade estimada está ocorrendo, se estamos depositando os aportes previstos. E fazer os ajustes necessários para assegurar que o nosso objetivo será alcançado no futuro.
Agora que você tem um plano, vamos analisar, nas próximas duas próximas colunas, como implementar esse plano: por conta própria ou comprando um seguro de renda futura.

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