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terça-feira, 20 de setembro de 2011

No creo en brujas, pero que las hay, las hay

Projeção de crescimento indo para baixo, inflação em alta, câmbio desvalorizado. Some a tudo isto os problemas que já conhecemos com a carga tributária alta demais, nível de infra-estrutura baixo demais, burocracia. Tudo isto seriam sinais de alerta relativamente consistentes, não fosse, ainda bem, o fato de estarmos tão protegidos da crise, segundo a Presidenta inclusive, o Brasil não quebra mais – veja aqui. Enquanto isto o mercado, menos otimista, emite seus sinais…

 

Mercado corta previsões para PIB e Selic e eleva as de inflação

 

Fonte : Estadão - Vanessa Stelzer

 

O mercado financeiro cortou suas previsões para o crescimento econômico brasileiro neste ano e no próximo. Foi a sétima semana seguida de queda. Além disso, também reduziu o cenário para a taxa básica de juros (Selic) em 2012, mas elevou as estimativas para a inflação, mostrou o relatório Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira.

O prognóstico para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 caiu, passando de 3,56% na semana passada para 3,52%, enquanto o de 2012 recuou pela quarta vez, de 3,80% para 3,70%. A estimativa para a Selic neste ano permaneceu em 11%, e para o ano que vem caiu de 11% para 10,75%, na quarta queda.

Recentemente, em meio à turbulência global decorrente de temores sobre a economia mundial, sobretudo a dos Estados Unidos, analistas começaram a ver a possibilidade de um crescimento menor no Brasil. O cenário externo também levou o Comitê de Política Monetária (Copom) a surpreender o mercado em agosto, reduzindo a Selic em 0,50 ponto percentual, para 12% ao ano.

O Focus acrescentou que a projeção para inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu pela quinta semana, de 6,45% para 6,46%, enquanto a do ano que vem foi revista pela terceira vez consecutiva, de 5,40% para 5,50%. A meta do governo para a inflação nos dois anos tem centro em 4,5% e tolerância de dois pontos percentuais. O prognóstico para o IPCA nos próximos 12 meses subiu de 5,66% para 5,71%.

Apesar da aceleração dos prognósticos, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reiterou nesta manhã, em Lisboa, que há claros sinais de desaceleração no Brasil. Segundo o Focus, a previsão para a taxa de câmbio no final deste ano passou de R$ 1,60 por dólar para R$ 1,65. A projeção no final de 2012 foi mantida em R$ 1,65.

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