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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O novo ‘pré-sal’, as Terras Raras

Recentemente saiu a notícia dando conta de que os ‘estrangeiros’, diante das barreiras que enfrentam para compras de terras por aqui, estão agora alugando enormes áreas de terras por toda América Latina, visando garantir acesso a terras produtivas e consequentemente garantir seu abastecimento de alimentos. Seria um fato extremamente relevante, mas além de não ser algo assim tão novo, apesar do aparente incremento da ofensiva (veja aqui na Folha), tornou-se ‘café pequeno’ diante do assunto das “Terras Raras”.

Sim, Terras Raras!!! O tema veio via um manifesto de um Araxaense anônimo… e é no mínimo muito interessante.

O que eu consegui apurar sobre o tema, antes de apresentar-lhes o manifesto araxaense :

- O tema é realmente ‘quente’, trata-se de elementos químicos raros, que adicionam propriedades essenciais aos equipamentos do futuro (principalmente condutividade e eficiência), mesmo que utilizados em pequenas quantidades;

- A maior jazida em exploração no mundo está na China, e as jazidas estimadas no solo brasileiro seriam maiores que as chinesas;

- O Brasil corre sim sérios riscos de se tornar apenas fornecedor destes minérios, sem nunca dominar sequer uma parte das tecnologias que eles são capazes de viabilizar;

- Por último, mas não menos relevante, o processo produtivo destes elementos é sim fonte de produção de elementos radioativos.

Para não deixar duvidas sobre a ‘veracidade’ do tema, veja matéria da ‘Folha’ e ‘Isto é’ sobre o tema …  Antes a definição no Wikipeadia, veja aqui.

Terras raras podem ser novo filão brasileiro e Riqueza oculta.

Em tempo, encontrei também informações que dão conta de haver muito destes minerais ‘debaixo’ da floresta amazônica também. Enfim, vamos ao manifesto. Quem tiver mais informações sobre o tema, por favor compartilhem…

Gostaria de apresentar aos moradores de Araxá, formadores de opinião e pagadores de impostos, uma situação muito preocupante que vai afetar diretamente a saúde e o meio ambiente da cidade de uma forma como jamais se viu. Por isso peço um pouco de sua atenção na leitura do manifesto abaixo: 

** Clique aqui abaixo para ver o projeto no formato Google Presentation

Em poucas palavras vou relatar o que se sucede: ocorre que uma grande empresa canadense do ramo de mineração, denominada MBAC adquiriu terras dentro do perímetro urbano de Araxá, com o intuito de construir uma mina a céu aberto e lá processar 17 tipos diferentes de minérios raros, necessários para a criação de uma nova era de máquinas de alta tecnologia, que vão desde à tablets, super computadores, celulares, armamento pesado, ciência avançada, carros elétricos e até reatores nucleares. O conjunto de 17 minérios raros, denominado tecnicamente como “Terras Raras” é formado por substâncias químicas complexas e praticamente inexistentes em todo o resto do mundo, sendo que em Araxá, existe abundância deste produto e grande facilidade de captação.  Entre os minérios raros que compõe as “Terras Raras” estão o Cério, Lantânio, Neodímio, Disprósio, Európio, Nióbio e demais carbonatos. Estes produtos são vendidos no mercado internacional por cerca de US$ 215.210,  a tonelada (de acordo com tabela BASKET PRICE em Setembro de 2011) , sendo que em Araxá, a empresa que vai explorá-los, projeta uma prospecção na ordem 2MT (2 mega toneladas), ou seja, 2 milhões de toneladas. Fazendo os cálculos podemos ter uma idéia do tamanho da atividade que será realizada na cidade e vem atraindo o interesse de diversos países estrangeiros. Durante o processamento industrial dos minérios provenientes das Terras Raras, é gerada grande quantidade de Urânio e Tório, ambos produtos radioativos, altamente tóxicos e que estão entre as substâncias mais letais do planeta. Além disso, durante o processo industrial, é usado Ácido Sulfúrico em profusão, o que agrava o problema ambiental de forma exponencial. Todos estes produtos nocivos serão descartados através de um processo de enterrá-los no subsolo ou dispersa-los na atmosfera, no solo e em riachos e mananciais, pois não existe tecnologia disponível para destruí-los ou filtrá-los com eficiência. Araxá é uma cidade com uma população doente, com altos índices de câncer, doenças respiratórias, doenças degenerativas e problemas circulatórios. Apesar dos bilhões de dólares faturados pelas atuais mineradoras que exploram o solo e a mão-de-obra araxaense, o sistema de saúde encontra-se em total decadência, não existe na cidade um único pronto-socorro decente que possa atender os 100 mil habitantes de forma digna e humana. Os centros de saúde municipais encontram-se muitos fechados e em condições impróprias  de funcionamento. A Santa Casa da cidade, já sobrecarregada e com instalações físicas deploráveis, muitas vezes opera com somente 1 (hum, pasmem) médico plantonista no final de semana para atender cerca de 100 pacientes em um única tarde de domingo.  A situação é muito preocupante, pois a atividade dessa nova mineradora MBAC vai colocar em suspensão atmosférica, milhões de toneladas de poluentes altamente letais que vão agravar ainda mais a baixa qualidade do ar da cidade e vão criar muitos novos casos de doenças de todos os tipos. Agora eu pergunto: como é que uma coisa tão importante como essa, que vai colocar em risco um população inteira, é tratado em total silêncio pelas autoridades municipais e estaduais? Sobre esse assunto, ninguém foi consultado, tãopouco a mídia local expos os fatos à população, mostrando que tudo foi feito na calada da noite, por debaixo do pano, assim como muitas outras resoluções também importantes, que sequer foram de conhecimento público, evidenciando assim um verdadeiro conluio, e porque não dizer conspiração, envolvendo empresários estrangeiros, políticos e todo uma cadeia monstruosa de pessoas vendidas e inimigos da pátria, que por um punhado de dólares, são capazes de vender a própria mãe. Por isso, se você está indignado com este fato e sentiu-se traído, basta encaminhar essa mensagem à maior quantidade de contatos que você tiver, para que essa cadeia de pessoas inescrupulosas (muitos deles, araxaenses) possam ser indiciados pelo ministério público sob crime de conspiração lesa pátria, crime contra a fé pública, participação em atividade de evasão de divisas e até mesmo formação de quadrilha. Não é aceitável que tão poucos enganem muitos por tanto tempo e saiam ilesos. Se eles querem transformar Araxá num grande poço de mineração, o que é inevitável pois hoje o dinheiro fala mais alto, então que o processo seja feito com conhecimento da sociedade, transparência do poder público e principalmente prestação de contas, visto que políticos estão entregando o território brasileiro para estrangeiros à troco de banana, sendo que  os lucros obtidos ninguém sabe para onde vai, principalmente o montante que é de direito do Estado e por isso pertence a população. Além disso, deveria haver acordos recíprocos no qual tais mineradoras teriam que investir no sistema de saúde e na cultura regional em contra partida ao tamanho enorme da agressão ambiental por elas produzido.

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