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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Yoki, Pelé e a Caninha 51

Quem nasceu e cresceu no Brasil e tem mais de 30 anos hoje, sabe muito bem o valor que estas três marcas tem. Todas elas, cada uma por seu motivo estão citadas neste post para mostrar alguns dos porquês de nós não termos nenhuma marca sequer entre as 100 mais valiosas marcas do mundo. Veja aqui a pesquisa referente a 2011.

Vamos falar um pouco de cada um destes casos citados acima para ilustrar os “porquês” :

1 – Não temos mentalidade global o suficiente para gerir uma marca desta escala : Foi o caso de Pelé e todos os que o cercam, depois de muitos erros e acertos, mas sem de fato ter conseguido consolidar uma marca global de verdade (Não confunda com o carisma do Rei, estou falando de negócios de fato), cedeu os direitos (a troco de muito dinheiro, claro) a americanos. Não se surpreenda se qualquer dia destes um menino estiver usando um produto da marca Pelé, sem nunca tê-lo visto sequer pela TV. Os americanos que não são bobos, enxergam no conjunto Pelé, Copa das Confederações e Copa do Mundo, uma explosiva possibilidade de negócios. (Veja aqui a matéria sobre o acordo)

2 – Não temos tradição o suficiente para gerar tradição : Ou você acha que as marcas tradicionais surgem prontas a partir de um estalo, mais ou menos como o universo. A tradição, como o próprio sentido da palavra diz, exige tempo, maturação, valores adicionados, repetidos e adicionados quantas vezes forem necessárias para que sejam percebidos. Não se faz uma grande marca, correndo do jogo ao menor sinal de perigo. Assim foi com a Ioki-Kitano, foi vendida a um grupo americano por R$ 2Bi, tradicional marca que se foi, mas tenha certeza será mais forte ainda a partir de agora, mas infelizmente não mais brasileira. Veja aqui a matéria sobre a venda da marca a General Mills americana. A Yoki tem nove fábricas em seis Estados e produz 610 itens diferentes, de salgadinhos a sucos prontos. Fundada por Yoshizo Kitano, estava à venda porque não tinha sucessores e vivia uma rixa familiar. Enquanto isto a marca Pringles, isto mesmo apenas a marca, foi vendida da P&G para a Kellogs por R$ 4,6Bi.

3 – Misturamos demais os interesses do negócio aos nossos interesses pessoais : É o que está levando uma séria sem fim de problemas para dentro da empresa detentora de uma das maiores marcas do Brasil. Quando se tem a oportunidade de ver como os gringos cada vez mais olham para tudo que fazemos aqui, e que nos últimos tempos experimentam como uma onda fashion as coisas que temos e fazemos aqui, fica um sentimento de preocupação muito grande ver a Caninha 51 vive em guerra consigo mesma, numa enorme briga dentro da família. Veja aqui O preço da paz para os herdeiros da Caninha 51.

É claro que estes três exemplos são, com boa vontade, uma exceção. E bem podemos saber e interpretar as decisões e situação como as melhores possíveis, mas não deixam de ser obstáculos a nossa construção de grandes marcas.

Um comentário:

MY disse...

51 uma boa idéia mas, e as Havaianas, onde ficam??? "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça", acho que temos muitos produtos "made in Brazil" p/ o mundo descobrir, o que acham???