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quinta-feira, 26 de abril de 2012

As coisas que movem o mundo

Já ouvi dizer que há somente uma coisa que move o mundo, e esta coisa é o medo. Seria o medo a base de tudo, até quando agimos porque temos fome, é por medo de morrer. O medo, seja ele de morrer, de perder, de sofrer, da dor, seja qual for o medo, ele move o mundo. Boa tese, mas eu adicionaria ao medo, pelo menos a ganância. A ganância move o mundo também, a ganância faz possível que ainda nos dias de hoje tenhamos o golpe do bilhete premiado. Ganancioso, Seo Iranil, fez a alegria de alguns golpistas.

 

Agricultor perde R$ 241 mil ao comprar “multiplicador de dinheiro”

Estelionatários convenceram a vítima de que com papel em branco e produto químico seria possível fazer cédulas perfeitas. Homem só se deu conta do golpe no outro dia...

A fota ao lado é do Agricultor Iranil Celestino Parolin.

Um agricultor de Pérola D’Oeste – município com pouco mais de seis mil habitantes, no sudoeste do Paraná - distante 130 quilômetros de Cascavel foi vítima de estelionato na semana passada. O caso foi divulgado nesta segunda-feira (09) e teve bastante repercussão, pois segundo a polícia, o homem perdeu R$ 241.800,00, ao acreditar que estava comprando “um multiplicador de dinheiro”.

Os dois homens desconhecidos teriam chegado à casa do agricultor Iranil Celestino Parolin acompanhados de um conhecido da vítima. Eles apresentaram para o agricultor um método de multiplicar dinheiro, que consistia em pegar papéis, colocar produto químico e envolver em um pano, transformando tudo em cédulas verdadeiras.

“Um dos estelionatários era conhecido da vítima, isso gerou confiança já que o cidadão que ela conhecia estava apresentando duas pessoas. Essas pessoas disseram que podiam multiplicar o dinheiro, que seria em cópia das cédulas originais e que qualquer pessoa aceitaria. Eles teriam apresentado uma nota verdadeira e ele confiou. Embrulharam um monte de papel e falaram para o agricultor que ele só podia abrir no outro dia e, claro, só tinha papel”, explica o delegado Douglas Carlos de Possebon e Freitas.

A vítima contou que o conhecido dela era uma pessoa chamada de “Toco”. O agricultor diz que ficou confuso com o cheiro forte dos produtos químicos e que não se lembra de nada, só recorda que no outro dia o dinheiro não estava mais lá.

“Eles trouxeram um negócio com cheiro forte. Me deu uma tosse, fiquei meio tonto. Fomos dormir e no outro dia o dinheiro não estava mais embaixo da cama, pois eu tinha guardado a quantia dentro de um balde. Fiquei meio bobo, não lembro de nada. Não lembro de ter falado do dinheiro”, justifica Parolin.

A polícia procura por “Toco” e pelos outros dois homens: um moreno gordo e outro magro e loiro.

Para a vítima fica a lição de não acreditar mais em estranhos. “Não posso dizer que é igual perder um filho, pois felizmente não agrediram a gente, mas tudo isso é difícil. Dinheiro vivo não volta. Eu sou de boa fé para mim todo mundo é amigo. Ainda não acredito que fui eu que fiz isso”, finaliza a vítima.

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