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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Policarpo Quaresma, e o sempre esperado, triste fim…

Triste fim de Policarpo Quaresma, para quem não sem lembra, um romance de Lima Barreto publicado no início do século passado. Fala principalmente a questão do nacionalismo, mas também fala do abismo existente entre as pessoas idealistas e aquelas que se preocupam apenas com seus interesses e com sua vida comum. Tema apropriado, para nortear o debate sobre nossa velha e boa indústria automobilística… Até já debatemos no passado este assunto, quando falamos dos preços dos nossos carros, e das gigantescas remessas de lucros que as indústrias automobilísticas estavam fazendo para cobrir os rombos das matrizes. Em pleno aumento de vendas por conta de benésses concedidas com nosso dinheiro, novamente se fala em demitir.

Fala-se que nós já abrimos mão de R$ 26bi em impostos para ajudar os brasileiros a ter carro, ao mesmo tempo registra-se quase US$ 15bi em remessas de lucro às matrizes no exterior, coincidência ? Será que tem sentido falar em contrapartidas para estas bondades com dinheiro público, acho que não seria o caso. Será que as montadoras precisam mesmo destas ajudinhas com nosso dinheiro, acho que este é o caso a ser discutido

Como disse, já debatemos o tema aqui em : Botaram o dedo na ferida, Quanto mais melhor. Claro!, Brasil x EUA – Carros.

Movimento recorde nas concessionárias não reanima indústria automotiva

VENCESLAU BORLINA FILHO

O incentivo do governo para o setor automotivo aqueceu as vendas de carros e camionetes, mas não atingiu seu principal alvo: reanimar a indústria de veículos, cuja cadeia produtiva, na estimativa do Ministério da Fazenda, movimenta 20% do PIB (Produto Interno Bruto).

A redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduziu os preços em até 10% e provocou vendas recordes de automóveis e comerciais leves (camionetes e vans) para junho, desde que o acompanhamento foi iniciado, em setembro de 2002.

Segundo dados do setor, foram vendidos 340,3 mil veículos --alta de 24% em relação a maio e de 18,6% sobre junho de 2011. Números oficiais serão divulgados hoje.

Mas o apetite dos consumidores, até o momento, serviu apenas para reduzir o tempo em que os carros ficam parados nos pátios das fábricas.

Preocupadas com o que consideram uma euforia passageira, as montadoras estão pessimistas e preparam demissões (leia análise ).

A General Motors e a Volkswagen --duas das maiores montadoras do país-- abriram programas de demissão voluntária. A GM pode ainda fechar a linha de montagem de veículos de São José dos Campos e extinguir 1.500 vagas, segundo o sindicato de metalúrgicos local.

O diretor de assuntos institucionais da marca, Luiz Moan, disse que uma decisão será tomada até o fim do mês.

De acordo com Moan, a produção de automóveis na linha foi reduzida para apenas um turno, e a média de veículos fabricados passou de 60 para 44 por hora.

Já a Volkswagen abriu um PDV na fábrica de Taubaté, mas não explicou os motivos. Afirmou que o programa é previsto no acordo coletivo com o sindicato local.

Segundo fontes do setor, as vendas de junho reduziram os estoques de automóveis e comerciais leves de 43 dias para 36 dias, em média, nas montadoras e concessionárias.

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