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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Descendo o Serra …

Vai entender… De candidato favorito, a mico sem explicação. Esta é a situação de José Serra na corrida pela Prefeitura de São Paulo. Não moro em São Paulo, mas a relevância do pleito por lá, pelo peso dos candidatos e lideranças envolvidas, e pelo natural ‘impacto’ na corrida federal daqui a dois anos, me faz ficar dando uma olhadinha de vez em quando. Se Serra não emplacar em São Paulo, iniciar-se-á, sem dúvida, uma reformulação no PSDB, tardia, mas bem vinda.

Lula se declara surpreso com a queda de Serra

 

Famoso pelo faro político, Lula admite: o declínio acentuado de José Serra nas pesquisas surpreendeu-o. Em privado, declarou-se surpreso também com a “resistência” de Celso Russomanno. Não gostou dos últimos movimentos esboçados pelas pesquisas feitas em São Paulo.

Lula trabalha com uma disputa em dois turnos. Dá de barato que o afilhado Fernando Haddad estará no segundo round. E considera que Serra, por previsível, seria um adversário mais conveniente do que a novidade Russomanno.

Insinuado nas sondagens telefônicas feitas pelos comitês eleitorais, o vaivém das intenções de voto foi esquadrinhado pelo Datafolha. Petistas e tucanos estimavam que, com a chegada da campanha à tevê, Russomano definharia.

Deu-se algo diferente. Uma semana depois do início da propaganda, o ex-azarão manteve-se na casa dos 31%, isolando-se na liderança. Serra recuou cinco casas –de 27% para 22%. E Haddad avançou seis –de 8% para 14%.

Na estimativa do PT, se cair abaixo dos 20%, Serra corre o risco de não passar à segunda fase da disputa. Uma hipótese para a qual Lula e os operadores da campanha de Haddad não haviam se preparado.

O que inquieta o petismo é a ausência de avaliações confiáveis sobre as razões do momentâneo êxito de Russomanno. Na falta de explicações científicas, chuta-se. Parte do sucesso é atribuído, por exemplo, a acertos de Russomanno com líderes evangélicos.

O Datafolha levou intranquilidade também à cúpula do PSDB. O que mais impressionou os dirigentes tucanos foi a elevação da taxa de rejeição de Serra. Há uma semana, 38% dos eleitores diziam que jamais votariam no candidato. Agora, a aversão a Serra chega a notáveis 43% (contra 21% atribuídos a Haddad e 15% a Russomanno).

Inaugurou-se no PSDB um debate subterrâneo sobre a necessidade de reformular o marketing da campanha de Serra, afastando a propaganda do candidato do tom azedo e das associações com a gestão impopular do aliado Gilberto Kassab.

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