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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Mulheres não tomam nova Schin e não usam Prudence

Sei lá, vai ver que sou eu que sou meio atrasado, ou adiantado, mais simplesmentemente falando, talvez apenas fora do tempo, pois não consigo ver este problema todo nas polêmicas que renderam as ações de marketing destas duas companhias na semana passada.

A Prudence teve que retirar do ar (como se isto fosse possível em uma propaganda feita pela internet) uma campanha que supostamente incitava violência contra mulher. Agora, alguns dias depois, a Schin também se vê as voltas com ameaças de sanções a sua marca pelo mesmo motivo na campanha do ‘homem invisível’.

Na Inglaterra o tema também foi assunto nesta semana, devido a uma campanha da polícia inglesa, que de alguma forma ligava os estupros ao consumo de álcool pelas vítimas, e lá como cá, foi alvo de muitas críticas, veja matéria aqui.

Ora, ora, repetindo o que disse num caso muito parecido com a Gisele Bundchen numa campanha da HOPE :

Quem assiste a uma propaganda, sabe que está assistindo a uma propaganda, ou vocês acham que não ? Eu acho que sabe… Caso contrário, eu acharia que meu carro pode mesmo sair a noite sozinho para ir a um posto ‘se abastecer’, ou ainda que eu posso mascar um chiclete e com o bafo gerado refrescar um monte de gente, ou quem sabe colocar fogo no meu carro depois de andar em um outro recém lançado por outra montadora. Se nós não vemos gente fazendo isto todos os dias na rua, é porque as pessoas sabem diferenciar o que é uma propaganda do que é a vida real. Veja o post completo em Um brinde a mediocridade !

Não quero tomar partido, e muito menos ser tachado como machista. Quero apenas sugerir que um pouco de moderação em tudo faz bem, e muito. Como já disse aqui… Mais deveres e menos direitos iam fazer muito bem a muita gente. Naturalmente, aceitarei as críticas ao meu ponto de vista, e sou capaz de reconhecer que há uma chance de eu estar sendo simplista demais. No mais, é isto…

Veja a matéria no UOL sobre os internautas reclamando das campanhas :

Internautas acusam propaganda da Nova Schin de incentivar violência sexual contra mulher

Fernando Cymbaluk - Do UOL, em São Paulo

Internautas que acusam propaganda da Nova Schin de incentivar violência sexual criaram campanha utilizando imagem do vídeo causador da polêmica

Depois da polêmica envolvendo uma peça publicitária da marca de preservativos Prudence – excluída do Facebook após críticas de internautas -, agora é um comercial da cerveja Nova Schin que gerou repercussão negativa nas redes sociais. Os usuários do Twitter, Facebook e Youtube acusam o vídeo “Homem Invisível” de incentivar a violência sexual contra a mulher.

No Twitter, criou-se a hashtag #NovaSchinIncentivaEstupro. Numa página do Facebook , internautas protestam contra a propaganda, pedem uma retratação da empresa e exigem que o comercial seja retirado do ar. "Tirar a roupa de uma mulher sem o seu consentimento - e em público - é abuso sexual e é crime. Exigimos retratação", diz campanha, direcionada à cervejaria.
No vídeo, um grupo de amigos reunido num quiosque de praia observa mulheres na areia, até que um deles diz: “Já pensou se a gente fosse invisível?”. Na sequência, duas mulheres que caminham pela praia sentem que são tocadas pelas costas por pessoas ‘invisíveis’. Em outro momento da peça publicitária, algumas mulheres saem de um vestiário, invadido pelos ‘invisíveis’, sem a parte de cima do biquíni. Nessas duas cenas, as mulheres se assustam e fogem.

O trecho em que as mulheres são tocadas pelas costas é o que tem gerado maior polêmica.  No Twitter, internautas afirmam que a propaganda da Nova Schin é machista e incentiva a violência sexual. “Nova Schin, sabia que vocês tão colaborando com uma coisinha chamada cultura de estupro?”, diz a internauta identificada como Fernanda Yamazato.

A campanha lançada nas redes sociais por internautas cita o artigo 213 do Código Penal: "Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: (Alterado pela L-012.015-2009); Pena – reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.”
A blogueira Lola Aronovich, que escreve sobre comerciais acusados de incentivarem a violência sexual contra a mulher em seu blog, diz ser “um absurdo” que o comercial esteja no ar há meses. “O mais perverso é que, mesmo no ‘clima de humor’ do comercial, a expressão no rosto das mulheres é de pavor”, comenta a blogueira em seu site.

O vídeo está no canal da Nova Schin no Youtube desde fevereiro deste ano e já teve cerca de 15 mil visualizações. 

Não é a primeira vez que uma peça publicitária da Nova Schin é alvo de polêmicas. No início de 2012, um vídeo veiculado pela marca foi acusado de discriminatório pela ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).

Outro lado

Em nota, a empresa Schincariol, responsável pela marca Nova Schin, afirma que não houve intenção de ofender qualquer pessoa em seu filme publicitário “Homem Invisível”.

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