Pesquisar neste blog

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Quem manda na América do Sul ?

A foto ao lado não deixa dúvida, quem manda por aqui é o Chavez. Fez que fez, que foi honrosamente guindado a Membro do Mercosul, sem ter ao menos o mínimo de boas práticas como economia ou como democracia.

Neste jogo não tem bobo, aliás tem sim, e somos nós, que não percebemos que na verdade, na verdade, foi a Venezuela que aceitou participar desta presepada chamada Mercosul, e não o contrário. Um bloco com conceitos e regras que não são respeitada, que se limita a fotos e intenções derivadas de econtros como o da foto aí acima. O Mercosul já morto, ganha uma sobrevida artificial, bancada pelo dinheito público, e pela compra de aviões pela Venezuela. E vamos que vamos….

Veja o que Chavez, estadista nada oportunista, respondeu quando perguntado Questionado pela reportagem se a Venezuela não havia aproveitado uma brecha (suspensão do Paraguai) para ingressar no Mercosul:

“De maneira nenhuma. Suponha que, em um jogo de futebol, suspenderam o Pelé por uma falta e deram-lhe cartão vermelho. E aí o Brasil não pode marcar os gols necessários para ganhar uma partida. E alguém diz, ‘Mas o Pelé não jogou’. Bom, o Pelé estava suspenso. O Paraguai está suspenso, não é parte do Mercosul agora”, disse.

Durma com um arranjo destes…

Com muito mais precisão e clareza, Clovis Rossi tratou do tena no seu blog no Estadão:

Venezuela e o problema Mercosul

A Venezuela torna-se hoje membro pleno do Mercosul. Bom negócio? Sim, com ressalvas.

Antes das ressalvas, perdão por escrever uma obviedade, mas ela se torna necessária pelas paixões, contra e a favor, que produz o presidente Hugo Chávez: quem se incorpora ao Mercosul é a Venezuela, não Chávez, a menos que se considere que o líder bolivariano é imortal, o que ainda não está provado.

A Venezuela aporta ao bloco US$ 316 bilhões de PIB, o que corresponde a 4,3 vezes a soma das economias de Paraguai e Uruguai, os sócios menores. É um ativo, portanto.
Além disso, o Itamaraty comemora, em nota oficial, o fato de que "a incorporação da Venezuela altera o posicionamento estratégico do bloco, que passa a estender-se do Caribe ao extremo sul do continente. O Mercosul se afirma, também, como potência energética global tanto em recursos renováveis quanto em não renováveis".

Muito bem. Passemos agora às ressalvas. A primeira é institucional. A Human Rights Watch, respeitada ONG da área de direitos humanos, soltou há pouco relatório crítico em relação ao governo Chávez. Nele, mostra que o presidente vem comendo a democracia pelas bordas, mas ainda não deglutiu o núcleo central.

No Mercosul, a Venezuela está obrigada a respeitar a chamada cláusula democrática, o que significa que Chávez, mesmo se reeleito no fim do ano, não poderá comer o que resta. Cabe ao Brasil, a principal potência do grupo, exercer efetiva vigilância para evitar novas ações anti-democráticas e, se possível, pressionar Chávez para regurgitar algumas das partes que comeu.
Ou, como escreveu ontem para o "Valor Econômico" o repórter-colunista Sergio Leo, dos melhores analistas de política externa: "O Mercosul como elemento de democratização da Venezuela pode se mostrar um feito memorável. Desde que não se revele mera fantasia".

Segunda ressalva, de natureza comercial: a Venezuela de Chávez não pode se tornar obstáculo para negociações comerciais do Mercosul com outros países/regiões. Uma coisa, legítima, é defesa comercial. Outra, prejudicial, é protecionismo ideológico, em nome do tal "socialismo do século 21".

O Mercosul está estancado há tanto tempo que tudo o que ele não precisa é ficar mais embaçado por posições comerciais besuntadas de uma ideologia que não foi exatamente um grande sucesso de público e de crítica no fim do século 20.

A bem da verdade, a entrada da Venezuela é o menor dos problemas do bloco. O maior, de longe, é decidir o que quer ser quando crescer, se uma mera zona de livre comércio, na qual os membros zeram as tarifas de importação entre eles; se uma união aduaneira, em que, além do anterior, estabelecem uma tarifa comum para importações de países não membros; ou um verdadeiro mercado comum, com livre circulação de mercadorias e pessoas.

Por enquanto, o bloco está na fase de união aduaneira, mas com tantos furos que mais parece desunião. Não será o ingresso da Venezuela que permitirá tapar ou aumentar os buracos.

Um comentário:

MY disse...

A Venezuela entrou pela sua "melhor" moeda de troca em tempos de crise que se chama: PETRÓLEO... daí pode até ter dirigente maluco no meio, "imortal" ou não o tal do Chaves consegue o que quer pela riqueza natural de seu país...e o Paraguai? Ficará de fora p/ sempre??? Que venham as cenas dos próximos capítulos!!!