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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Quem cala, esconde

Chegaremos mais perto do que nunca da verdade, mas não seremos fortes o suficiente para desvendá-la, ficará na história, para ser anisitiada um dia, e nossos netos, verão os netos destes senhores recebendo condecorações e dinheiro público por conta disto. Así és, así será…

 

Delúbio diz que encara a cadeia em nome da causa. E que vai manter o silêncio! Ah, então há o que revelar, né?

Por : Reinaldo Azevedo

Delúbio Soares anda dizendo “a interlocutores”, informa Andreza Matais, na Folha, que encara a eventual prisão como uma “missão partidária”. E nega que suas relações com José Dirceu estejam abaladas. “Missão partidária”? Faz sentido.  Sua mulher, Mônica Valente, é membro do Diretório Nacional do partido, e ele próprio é uma memória ambulante.

Eis aí: Delúbio é um quadro, naquele antigo formato dos militantes de esquerda que tinham de estar preparados para tudo. Embora o ex-tesoureiro do PT não seja um formulador, um pensador, um intelectual revolucionário, certamente foi treinado — ou lhe incutiram a ideia — para ficar em silêncio em nome da causa.

E também isto ele deixa saber a seus interlocutores: não vai abrir o bico. Querendo ou não, passa uma mensagem: tem o que falar. E, se falar, manda muita gente graúda pelos ares. Ele sabe, no entanto, que seu silêncio vale mais. E que sua loquacidade por ser perigosa.

Um comentário:

MY disse...

Sei que é chato mas, se alguém que tenha paciência e goste de leitura tiver acesso ao Relatório do Ministro Joaquim Barbosa Neto vai entender bem o que foi o "esquema mensalão". Não poupou palavras muito menos tipificação em crime contra o patrimônio público, contra a nação. Porém, existem interesses múltiplos de que nada chegue a ponto algúm. E se tiver um culpado que seja o Delúbio Soares ou então o Marcos Valério. Personagens desse marco histórico mas, como num conto de fadas: viveram em paz na Terra Brasilis, um lugar onde tudo pode, nada acontece e o que passou passou. E viva o jeito PT de comandar... "a ferro, fogo amor, nem marcas deixou!"