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sexta-feira, 22 de março de 2013

Vivemos de passado

Olha que pensamento polêmico… Vivemos do passado !

Ao contrário do que dizem os vendedores de livros de Auto-ajuda, ou ainda os ditos populares, nós não vivemos do presente ou do futuro, nós vivemos do passado.

Coisas que estão acontecendo pra lá e pra cá, me levaram a querer desenvolver este tema, e hoje finalmente consegui fazê-lo.

Queria verificar até que ponto poderia se afirmar que não somos capazes de uma vida plena sem nossos vínculos com o passado, com tudo que fizemos, que construímos, que destruímos, que amamos, que odiamos, pouco importa.

Vinha sentindo que na verdade são as amarras do passado, e não os ventos do futuro, que nos sustentam, ao contrário do que quer nos fazer crer cotidianamente os mensageiros, motivadores e todo o marketing de consumo sob o qual vivemos. Nossos sonhos são os mesmos desde que nascemos, o adulto que você é ou será traz muito, para não dizer quase tudo da criança que você foi, não se quebra isto, é assim e pronto.

Não se consegue olhar tudo o que está a volta sem se apoiar em algo, experimente fazer isto, olhar para todo lado, para cima, para traz, sem estar apoiado em algo, não é possível. Para ver o céu em sua planitude temos que estar apoiados nas costas. Este apoio é o seu passado.

O futuro vem, e virá, tão certo quanto tudo que você já pôde ver e viver, virá trazendo consigo a realidade construída por você ao longo de uma vida.

Cultue suas memórias, sem medo, prenda-se e paute-se por elas, são elas que te fazem. A vida passa, e quando passa não acaba, cresce, vira energia para seguir, seguir e seguir… vivendo do passado.

A pessoa, é talhada por sua história, não se pode abrir mão dela, seja por opção ou perdendo-a por incapacidade. Perder a história cria uma outra pessoa, que é parte de outro mundo. O anterior morre sem passado.

Viva plenamente seu dia, celebre constantemente sua história, seja honesto com seus valores a maior parte possível do tempo, cultive seus sentimentos como se fossem flores, e descobrirá como num passe de mágica, que o futuro vem sozinho, sem ser chamado e sem precisar de mágica nenhuma.

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