Pesquisar neste blog

segunda-feira, 1 de abril de 2013

A força da lei

Tomou conta dos debates na semana passada o tema dos direitos adicionais concedidos às empregadas domésticas. Acho que direitos a quem trabalha nunca será demais, o problema é que os direitos são para todos, e não somente a quem trabalha.

Eu acho estranho que quase não ouvimos falar deste assunto na mídia especializada, não sei se porque é politicamente incorreto ou porque não há de fato quem se interesse por ele.

Este assunto, junto com os gargalos de infraestrutura e o peso dos impostos é sem dúvida um dos maiores limitadores ao pleno desenvolvimento da sociedade e da economia brasileira.

Quando se ouve falar do apagão de mão de obra, erroneamente, muitos associam a falta de mão de obra, o que não é errado, mas não é da forma como querem nos fazer entender. A falta de mão de obra, é também porque temos poucos técnicos, poucos engenheiros, e por aí vai, mas não somente por isto, o apagão de mão e obra é ético, e apagão de valores, de visão, de honestidade.

Tendo como pano de fundo uma legislação caduca, um sistema sindical perdulário e corrupto, temos o palco do verdadeiro apagão. O apagão do funcionário que depois de um ano quer ser demitido para receber salário desemprego, do funcionário que rouba e pouco produz no trabalho, se escondendo atrás da CLT. Faz tempo que os patrões vem se tornando empreendedores, vem se tornando gente que quer mais, que investe, que trabalha e que gera emprego, porém na contramão deste movimento, a mão de obra vem se apagando e se transformando a passos largos no maior limitador ao crescimento dos negócios.

Olhe para o lado, converse com seus amigos, e você verá o quadro horrível que vem sendo desenhado, linha por linha, lenta e constantemente, o quadro do fim de muito negócios graças ao apagado nível de sua mão de obra.

Este é o verdadeiro apagão de mão de obra…

Um comentário:

MY. disse...

Estamos tomando rumo de países de 1º mundo. Onde não há a figura de empregada doméstica e sim de uma diarista, uma arrumadeira. Onde cobra-se por hora de serviço prestado e por sinal, muito caro. Somente os milionários mantém os domésticos nas mansões. Mas, acredito que foi um tiro no pé. Criou-se direitos, porém, criou-se o desemprego. Por um simples fato de que a classe média junta-se o salário do casal para pagar a doméstica. Com os novos direitos, teriam que tirar a renda de um deles para pagar a empregada. Vão partir para a diarista. Daí a concepção de estarmos tornando país de primeiro mundo, ao menos nos usos e costumes, ou vc´s discordam disso???