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terça-feira, 16 de abril de 2013

É chegada a hora de colher…

Segundo a Presidenta, “de colher as sementes…”. Um erro, mas que não tão errado assim, que mostra exatamente onde estamos. Estamos colhendo e comendo as sementes, preparando um futuro sem novos plantios e portanto, duro, muito duro.

Como diria o filósofo Vanderli Luxemburgo, “…o medo de perder, tira a vontade de ganhar…”. O medo de perder os controles da economia e por conseguinte a eleiçào, cega o governo, que muito em breve terá que começar a lançar mão de artifícios como os da Argentina para manter as aparências, ao menos até as eleições.

A sombre de Lula começa a fazer muito mais mal do que bem.

Dilma: inflação será combatida 'sistematicamente' e economia vai crescer

Rayder Bragon
Do UOL, em Belo Horizonte

Alex de Jesus/O Tempo/Estadão Conteúdo

A presidente Dilma Rousseff, entre o ministro da Saúde Alexandre Padilha (à esquerda) e o governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia

A presidente Dilma Rousseff, entre o ministro da Saúde Alexandre Padilha (à esquerda) e o governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia

Um dia antes de o Banco Central definir o nível da taxa básica de juros (Selic) para as próximas semanas, a presidente Dilma Rousseff garantiu nesta terça-feira (16) que o governo não terá nenhum problema para atacar "sistematicamente" a inflação, mas que não precisará de juros tão altos como no passado para combatê-la.

"Nós jamais voltaremos a ter aqueles juros que em qualquer necessidade de mexida, elevava o juros para 15% porque estava em 12% a taxa de juros real. Hoje nós temos uma taxa de juros real bem baixa. Qualquer necessidade para combater a inflação, será possível fazer num patamar bem menor", disse Dilma em discurso em Belo Horizonte.

A presidente afirmou ainda que a economia do país irá 'colher as sementes' da política do governo implantada nos últimos anos. "Eu queria dizer para vocês que não há a menor hipótese de o Brasil esse ano não crescer. Eu estou otimista quanto ao Brasil".  

Com a inflação mostrando uma resistência maior do que a prevista pelas autoridades e com o aumento do coro de economistas pedindo para que o BC eleve o juro básico do país para impedir um descontrole, Dilma fez um esforço para mostrar que o governo não será tolerante com a alta dos preços.

"Nós não negociaremos com a inflação, nós não teremos o menor problema em atacá-la sistematicamente. Queremos que esse país se mantenha estável", acrescentou Dilma, durante cerimônia para lançar a retomada da produção nacional de insulina humana no Brasil.

Desde que o IBGE divulgou que a inflação oficial chegou a 6,59% em 12 meses em março, rompendo o teto da meta do governo, de 4,5% mais 2 pontos percentuais de tolerância, cresceram as apostas no mercado de juros de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevará a taxa Selic, na quarta-feira, da mínima histórica atual de 7,25%.

Entre os críticos à política econômica do governo, alguns economistas têm dito que é preciso que o desemprego aumente como forma de fazer a inflação baixar, já que a produtividade do trabalho não acompanhou o aumento do emprego, o que elevou os custos de produção, ajudando a pressionar os preços.

Em seu discurso, Dilma disse que o governo reduziu a incidência de impostos sobre a folha de pagamentos para aumentar a produtividade do trabalho sem reduzir os direitos, e que o Brasil vive o duplo desafio de continuar incluindo a população ao mesmo tempo em que busca se desenvolver de forma moderna e competitiva.

"Nós não fomos buscar na redução dos direitos dos trabalhadores um mecanismo pelo qual a gente aumentaria a produtividade, nós reduzimos a incidência de impostos sobre a folha de pagamentos", disse Dilma nesta manhã.

"Obviamente nós temos de cuidar da estabilidade macroeconômica, por isso nós não podemos desonerar sem ter condições prévias de apontar de onde vem a receita que garantiria essa perda de arrecadação, ou como nós resolveremos a questão do orçamento fiscal."

A presidente acrescentou ainda que, diante de um momento de dificuldade no cenário externo, o Brasil manteve a capacidade de buscar um equilíbrio entre as variáveis macroeconômicas, e garantiu que "não há a menor hipótese de o país não crescer em 2013".

(Com agências)

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