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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Manifesto de quem perdeu a esperança

Não se pode perder a esperança, ela é sempre a última coisa que nos resta quando tudo der errado… Recebi via email (Do Marcos Cunha) um manifesto supostamente publicado em um jornal de São Paulo, não consegui provar a legitimidade da publicação.
Apesar disto versa sobre um tema que chega a mim pela segunda vez em menos de um mês, começa a flutuar no consciente coletivo uma sensação de que algo forte precisa acontecer, de que o respeito e os valores terão que voltar pela força.
Este sentimento muito me assusta…
Veja abaixo o manifesto recebido…

LUTA CONTRA A DITADURA QUE NÃO TEVE O FINAL ESPERADO:
Lutei contra a ditadura, sim! Tomei borrachadas, engoli gaz lacrimogênio, corri da cavalaria na Av. são João em direção a Praça Antonio Prado e à Praça da Sé. Participei das perigosas assembléias dos sindicatos, onde milicos escondidos na massa guardavam na memória o rosto dos mais exaltados. Arrisquei o emprego, pichei muro com os slogans "Abaixo a Ditadura". Distribui panfletos. Morri de medo. Chorei quando anunciaram a devolução do poder ao povo: eu e mais alguns milhões. Hoje, vendo pessoas morrendo em filas de hospitais, bandidos matando por R$10, pessoas andando feito zumbis nas ruas por causa das drogas, adolescentes que não sabem quanto é 6 x 8, meninas de 14 anos parindo filhos sem pais, toda a classe política desse país desfilando uma incompetência absurda, a polícia corrompida, o nosso país sendo ridicularizado por tantos escândalos... Eu peço perdão ao Brasil pela porcaria que fiz... Deveria ter ficado em casa.
Rogério Moreira, São Paulo, Capital.

2 comentários:

MY. disse...

É aquela velha história: queremos ser livres!!! Livres do que? Pra que???

Marcos Ribeiro disse...

Caros ,

O depoimento postado não veio pela imprensa por motivos óbvios.
Mas da imprensa eu poderia colecionar opiniões recentes de Fernando Gabeira , de Luiza Erundina , de outros líderes do PT que saíram por não concordar com o que está virando esta pseudo republica pseudo brasileira ( ou seria bolivariana) mas no fundo facista tanto quanto os caudilhos que ainda conhecemos .
Marcos