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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Reflexões sobre a Gestão de Empresas Industriais

Meu amigo Marcos da Cunha Ribeiro (CEO de uma empresa industrial) publicou um artigo sobre Gestão de Empresas, mais precisamente sob o título “Desafios atuais para a Gestão de Empresas Industriais”, o qual você pode ver scaneado clicando aqui.

Pois eis que eu me animei com o artigo, e mandei algumas questões reflexivas sobre os temas abordados, o Marcos prontamente as respondeu, e eu decidi reproduzi-las aqui.

Espero que gostem..

Marcos, algumas questões que pairam sobre o meu imaginário... Fruto de leituras, experiências, observações, Cafés e coisas do gênero....

Dalbi Arruda (DA): Estamos mesmo prontos para colaborar e crescer em conjunto ?

Marcos da Cunha Ribeiro (MCR) : Não acredito, não na essência   esta merece mais tempo

DA: Acreditamos mesmo que cadeias vencedoras são mais importantes do que indústrias vencedoras ?

MCR : depende de quem acredita ou pelo menos de quem tem as convicções para um ou outro. Na verdade cadeias vencedoras existem quando existe geração de valor para todos e riqueza para a sociedade ...existem algumas .

DA: O Cliente sabe mesmo o que quer ?

MCR : nem sempre e por isso precisamos estar ao lado dele e nossa preocupação e estar No foco do foco do cliente e nunca mais só com o foco no cliente !!

DA: O Cliente sabe mesmo que qualidade precisa ?

MCR : Sabe mais da utilidade que precisa do que da qualidade muitas vezes . O tema é no B2B e digo que se o cliente não sabe a qualidade que precisa trocar seus colaboradores. Já no B2C sua pergunta vale um tempão de boas conversas.

DA : O Cliente é (repetindo o tema da pergunta 1 e 2) mesmo o centro dos nossos negócios? 

MCR : Não gosto de dizer o centro. Com o foco no foco do cliente e apresentando propostas de valor que ele prefira frente as demais alternativas de mercado creio que estamos lado a lado com o cliente e não ele no centro como algumas vertentes de MKT tentaram colocar nos anos 80 , do tipo o cliente é o Rei ! Relacionamento significativo e duradouro com cliente é baseado em confiança , comunicação e depois entregas de valor percebido. O centro de nosso negócio e entregar valor percebido ao cliente que nos gera valor e no final o resultado será um lucro admirável e merecido , dentro de uma conduta ética exemplar . O conceito de Empresa Válida é o centro de nossos conceitos no MKT B2B e isso pode ser encontrado em Empresas Válidas de Nelio Arantes. Já nas melhores livrarias em sua 3ª ou 4ª edição.

DA : Qual a real importância sua para o cliente ?

MCR : Repetindo o tema de todas acima... Se ele percebe o valor de nossos produtos e serviços temos a importância proporcional ao valor entregue e valor gerado mais a parte emocional do relacionamento significativo e duradouro que pode ampliar esta importância pelo compartilhar de conhecimento que gera para ambos uma evolução deliberada e permanente !

DA : Como nos comportamos como cliente ? Da mesma forma que os nossos ? (repete o tema da 1,2 e 5) (No mercado de TI eu tenho esta na ponta da língua...)

MCR : Está e a incoerência que me incomoda nas organizações que procuram fazer com que os cliente os perceba como grandes entregadores de valor mas esmagam e destroem valor para fornecedores , para si mesmo e portanto para a sociedade no entorno.

DA : O apagão de mão de obra é de qualificação ou de valores ?

MCR : Ambos Na relação empregador x empregado, somos plenamente capazes de treinar alguém, mas totalmente incapazes de transmitir valores sociais a alguém Acredito que podemos sim se houver de fato valores da organização que suportem esforços em criação e manutenção de cultura que permita o compartilhar do conhecimento a começar internamente e com isso transmitir valores sim . Em parte vi isso muito claro na Jacto perante a seus funcionários e à sociedade de Pompéia . Visível . Imperfeito mas visível o que prova que é possível.

DA : Faltam mesmo milhões de técnicos ou milhões de “caráters” ?

MCR : De técnicos garanto que milhares e de caracteres penso que depende de onde procuramos milhões sim !!!

DA : Será que as caravanas a Brasilia não citam educação porque creem no exposto na questão 7 e 8 ? Se a CLT fosse atualizada para a década de 90 (ou seja ainda contivesse 20 a 30 anos de atraso), a maioria dos problemas de mão de obra se resolveriam, e o sistema educação que está aí com todos os problemas, subiria de sobremaneira sua eficácia. Acredita nisto ?

MCR : Acredito que a educação tem a maior parcela de potencial de melhoria e nem digo só com investimento mas também com melhora substantiva dos processos e da gestão usando melhor o dinheiro . A CLT precisa de revisão e nosso modelo precisa ser mais flexível mas o apagão infelizmente não virá só por aí. A pirâmide populacional do Brasil já inverteu e o nosso bônus populacinal está diminuindo e será eliminado até 2020/25 . Vide Corea do Sul ! Educação é a chave mas precisa revolucionar e acabar com o anacronismo atual.

DA : O back to the basics é mais social do que empresarial, concorda ? Dá para fazer muito mais com o que temos de hardware, o problema é o humanware e seu software.

MCR : O Back to basics deveria ser para todos . O empresário precisa entender que a ele cabe parte da responsabilidade do que aí está . Ao invés de ficar chorando subsídios , facilidades etc... como faz a décadas porque não vemos os representantes do empresariado exigindo clara e fortemente uma nova postura com educação , com flexibilidade de contrato de MO , e daí em contrapartida colocar o esforço em investir na competitividade global ao invés de esperar um cambio de proteção . Parecia que iríamos cair na real depois dos anos 92 a 94 em diante mas tivemos uma recaída de 203 em diante e o empresariado em geral voltou à velha ladainha. Uma pena pois estamos no meio de uma nova década perdida. Mas sim , com melhor utilização e cuidado denossa base instalada de Hardware , como você chamou e isso implica em trabalho forte de produtividade e qualidade que no Brasil implica em processos e procedimentos , produtividade real da economia que passa pela redução do custo Brasil e da redução não temporária mas sistemática da carga tributária , ou seja , reformas institucionais que não vemos a mais de 10 anos.

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